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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Velho Tema

"Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos."

Velho Tema - Vicente de Carvalho

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Purify - Lacuna Coil

Purifique


Não posso mais lutar contra mim mesma, não mais
Auto-destruição que eu pressenti, não muito tempo atrás
Petrificada... pensamentos tão distantes de mim

A força de minha justiça me machuca
É apenas o caso de eu repetir o que eu nunca disse pra você antes
Celebre... estou viva novamente

Você não espera de mim
Que me apegasse tanto
Você não imagina de mim
Este grande afeto

Veja a estrutura de meu orgulho
Não foi fácil construí-la diferente disto
Eu nunca andei longe de você
Eu nunca andei sozinha
Veja a estrutura de meu orgulho
Não foi fácil contruí-la diferente disto
Eu nunca andei longe de você
Eu nunca andei sozinha

Um prazer faz me setir vibrante de novo hoje à noite
Estou apenas pensando como é bom me sentir tão bem novamente
Celebre... estou viva de novo

É hora de virar a página e começar, e então
Você não acha que já é hora de se convencer de que já acabou?
Celebre... estou viva de novo

Você não espera de mim
Que me apegasse tanto
Você não imagina de mim
Este grande afeto

Veja a estrutura de meu orgulho
Não foi fácil construí-la diferente disto
Eu nunca andei longe de você
Eu nunca andei sozinha
Veja a estrutura de meu orgulho
Não foi fácil contruí-la diferente disto
Eu nunca andei longe de você
Eu nunca andei sozinha.

Inside

Por que eu penso tanto naquela época? Por que essa saudade? Será porque me sentia mais viva? Meus sonhos não pareciam tão distantes? Ou pelo fato da minha consciência não ser tão vazia?

Não sei dizer.

Antes, me parecia que todo e qualquer detalhe ou desafio era pequeno perto da minha vontade. Parecia que eu podia não ter tudo o que eu queria, mas queria tudo o que eu tinha. Os lugares e ambientes por onde eu passava não me impediam de me sentir radiante. Todo sentimento era único, quando fosse bom, ou ignorado e sem impotância, quando fosse ruim.

Mas essa, infelzimente, não é qualquer saudade. É uma saudade não-compreendida. Uma saudade do tipo mais cruel, que tortura aos poucos suas vítimas. É a saudade de si mesmo. Não de tempos melhores, mas do "eu" antigo.

É nessas horas que se tem que ser "forte", para não deixar a saudade tomar conta de você; seja por dentro, mudando suas vontades, sua rotina, seu humor; seja por fora, fazendo você ver o mundo com outros olhos, olhos sem esperança, olhos confusos, confundindo também os que te amam, afinal, além de não terem nada haver com isso, também não podem adivinhar o que se passa dentro de você, e esses irão achar que o problema é com eles, quando na verdade, você se depara numa encruzilhada interna, sem saber pra onde ir e sem querer ir a lugar algum. Lá, os pequenos pedaços da sua alma se dividiram em um labirinto de sentimentos e parecem ser segurados pelos mesmo, contra a sua vontade e sem direito a fuga. Mas que sacrilégio! Analisando desse modo, não é possível ganhar uma luta de causas perdidas. Que abuso! Isso não devia existir! Você tendo que lutar contra você mesmo! É, realmente... eu, ou qualquer outra pessoa nessa situação, teria que ser muito forte mesmo... Eis que surge o ponto-chave da situação: nem todos são fortes.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Enough

É ensurdecedor o grito das minhas lágrimas, que fatigadas, já se cansam de cair continuamente. Ser... o que ser? Eis a questão. Antes, cada única parte de mim queria ansiosamente ser eu mesma, sempre. Agora, recuos furtivos tomam conta de cada uma delas. Não há quem no mundo não mude. Não há quem não sofra, quem não queria, quem não receie, quem não anseie.
Mas de repente não sei mais ser. Dividida entre o querer ser e o poder ser.
Quando eu posso, o que ganho? Satisfação interna, e, raramente, satisfação alheia. Mas na maioria das vezes, ganho coisas que o tempo não paga, nem apaga. Alegrias, é... algumas verdadeiras.
Decepções, sim. Quando se é o que se deveria ser, nem sempre o resultado é positivo.
Eu devia amar menos. De que me adianta? Em nada. Ser atônita não me melhora em nada. Pode ser até que evite certos desgostos, mas... Não evita nada ruim por completo.
O que me cansa, é esse descaso. Enquanto eu aqui escrevo, me importo e sinto, nada muda. Um descaso exaustivo. Eu estou exausta de me importar sempre e de isso não ser recíproco. Me importo em tantos aspectos e algumas vezes me parece que eu simplesmente estou errando!
De que adianta ser aquela que é exemplo? Legal, extrovertida, inteligente, simpática. E BURRA.
Não adianta em nada.

A verdade é que já cansei de me cansar.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

De repente

sexta-feira, 24 de abril de 2009

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Chega uma hora que sua vida perde o rumo.
Nesse momento desesperado, você tem que escolher uma direção.
Vai lutar para manter o curso...
Os outros vão dizer quem você é ?
Ou você vai se rotular ?
Vai ser assombrado pela sua escolha ?
Ou vai abraçar o seu novo caminho ?
Todo dia você escolhe seguir adiante....
Ou simplesmente desistir.


Chega uma hora que sua vida perde o rumo.
Nesse momento de desespero, quem você vai ser ?
Você baixaria a guarda ?
E procuraria abrigo em alguém que chega do nada ?
Confiaria nessa pessoa ?
Enfrentaria seus maiores medos, bravamente e seguiria em frente com fé ?
Ou sucumbiria as trevas da sua alma ?
Nunca deixe que a saudade do passadoe o medo do futuro estraguem a belezade hoje, pois há dias que valem ummomento e há momentos que valem portoda a vida!

(unkown)