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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Enough

É ensurdecedor o grito das minhas lágrimas, que fatigadas, já se cansam de cair continuamente. Ser... o que ser? Eis a questão. Antes, cada única parte de mim queria ansiosamente ser eu mesma, sempre. Agora, recuos furtivos tomam conta de cada uma delas. Não há quem no mundo não mude. Não há quem não sofra, quem não queria, quem não receie, quem não anseie.
Mas de repente não sei mais ser. Dividida entre o querer ser e o poder ser.
Quando eu posso, o que ganho? Satisfação interna, e, raramente, satisfação alheia. Mas na maioria das vezes, ganho coisas que o tempo não paga, nem apaga. Alegrias, é... algumas verdadeiras.
Decepções, sim. Quando se é o que se deveria ser, nem sempre o resultado é positivo.
Eu devia amar menos. De que me adianta? Em nada. Ser atônita não me melhora em nada. Pode ser até que evite certos desgostos, mas... Não evita nada ruim por completo.
O que me cansa, é esse descaso. Enquanto eu aqui escrevo, me importo e sinto, nada muda. Um descaso exaustivo. Eu estou exausta de me importar sempre e de isso não ser recíproco. Me importo em tantos aspectos e algumas vezes me parece que eu simplesmente estou errando!
De que adianta ser aquela que é exemplo? Legal, extrovertida, inteligente, simpática. E BURRA.
Não adianta em nada.

A verdade é que já cansei de me cansar.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

De repente